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× 29.11.02

"close your eyes
for your eyes will only tell the truth
and the truth isn't what you want to see
in the dark
it is easy to pretend
that the truth is what it ought to be...
"

× quem, quando ugo pozo, 07:58
× focos de incêndio 2

eu tentei de novo. outro castelo de cartas. dessa vez eu já estava meio cansado de tentar, então admito que fui um pouco displicente quanto à maneira de colocar as cartas. mas o castelo estava indo, e a janela fechada. eis que chega outra pessoa e derruba o castelo, de propósito.

quer saber? dessa eu estou fora. vou é arranjar outra diversão. quem sabe jogar xadrez comigo mesmo.

× quem, quando ugo pozo, 07:48
× focos de incêndio 3

tá... a consciência começa a pesar aqui... e eu tive que pôr outro post pra tirar essa música horrível da entrada do blog. piada interna, vá lá, mas deixar gabriel o pensador como o primeiro post desse blog aí já é espantar os leitores.

mal aí, gente!

× quem, quando ugo pozo, 05:15
× focos de incêndio 6

porque esse blog também tem direito a piadas internas!

+1 dose
gabriel o pensador

mais uma dose
é claro que eu tô afim
a noite nunca tem fim
por que que a gente é assim?

aí! garçom! traz aqui pra mim
mais uma dose, "é claro que eu tô afim"
tin tin! como diz o ditado: "a noite é uma criança".
mas eu é que tô sempre mamado
é mel na chupeta, pinga na chupeta, cerva na chupeta,
vinho na chupeta uísque na chupeta.
mamãe eu quero mamar
dá a chupeta pro neném não chorar!
eu quero áaaalcoool!
pode encher a taça
nem quero saber se é champanhe ou cachaça
passa pra cá! Passa o goró
e deixa eu virar num gole só!
foi mal, pô, num tô legal
tô com muito sangue no meu álcool
daqui a pouco vou parar num hospital para tomar injeção de glicose
e depois vou acabar num caixão com cirrose
mas por enquanto eu quero mais uma dose

mais uma dose
é claro que eu tô afim
a noite nunca tem fim
por que que a gente é assim?

quando eu tô triste eu bebo pra esquecer
quando eu tô feliz eu bebo pra comemorar
quando eu não tenho motivo pra beber
eu encho a cara de bebida até vomitar
"você pensa que cachaça é água, vacilão?
cachaça não é água ..."
não! nem me fale em água filtrada nem água mineral
que se eu bebo um troço desse eu passo mal
água pra mim só se for aguardente
até pra tomar banho ou escovar os dentes
sem bebida a vida não presta
se tem festa eu sou o chato e se tá chato eu sou a festa
eu num como ninguém, mas eu bebo bem
da número um à número dez, à número cem, à número mil!
"eu sou da turma do funil!" bebo até cair mas depois me levanto
abro mais uma e dou um gole pro santo
a birita é sagrada: a minha religião
a dieta equilibrada: é um copo em cada mão
"uma cervejinha pra abrir o apetite
e mais um chopinho acompanhando a refeição
depois a caipirinha pra tomar de sobremesa
e só um licorzinho pra fazer a digestão... e agora?
vamo embora?"
- num fala besteira! garçom, a saideira!

mais uma dose
é claro que eu tô afim
a noite nunca tem fim
por que que a gente é assim?

ai... que ressaca! minha cabeça tá doendo paca
eu não passo de um babaca
corpo podre, mente fraca, que psicose!
ontem entrei no tapa só por causa de uma dose
que onda errada!
no fim do mês ainda tenho aquela conta pendurada lá no bar
vou ter que deixar a metade do salário
na olimpíada do copo eu sou o primeiro voluntário.
comigo é páreo duro, eu engulo qualquer mistura
quanto eu tô duro serve até cachaça pura - loucura?
não. doença, cara!
eu nem me lembro como ontem eu cheguei em casa
só sei que eu acordei com a baranga do meu lado
e lembrei que a minha mina já tinha abandonado
ih! que dia é hoje? hoje é segunda!
ah, mas no trabalho já levei um pé na bunda
e eu continuo me afogando nessa poça de álcool
só que a poça tá ficando muito funda!

× quem, quando ugo pozo, 04:18
× focos de incêndio 4

× 28.11.02

é divertido brincar de construir castelos de cartas. a parte chata é que eu dificilmente consigo passar do primeiro andar. só o fato de colocar duas cartas juntas já é difícil pra mim.

outro dia eu quase consegui chegar no terceiro andar. só que eu tinha esquecido a janela aberta. aí bateu um vento e vuuu, derrubou tudo. que pena.

será que eu tento de novo?

× quem, quando ugo pozo, 04:37
× focos de incêndio 2

× 27.11.02

ahh... agora sim. layout novo. layout decente. e, deus, que olhos!

bem vindos, poucos e fiéis leitores, à nova versão do in limbo, eyes version. com a participação especial da minha querida amiga natália, que foi gentil ao ponto de ceder seus belos 'olhos de ressaca', para que fizessem uma participação especial no layout. valeu, nat!

fora isso, de volta o preto representando o nada. chega de licença poética, não? aliás, por falar nisso, convenhamos, os dois últimos layouts foram vergonhosos para a história desse blog. espero que esse aqui consiga recuperar o que aqueles dois perderam.

e as seções que todos vocês já conhecem *caham* agora estão ali, meio escondidinhas, dentro da janela do 'me'. cliquem na aba que o menu aparece. não, não é popup, fiquem tranqüilos; popup, agora, só os comments mesmo.

quanto à página de entrada (ou falta dela), eu cheguei à conclusão que quem chegava pelo google não era captado (alguém chega pelo google aqui?) pelo contador, e decidi tirar pra ver se aumento um pouquinho meu número de visitas. todos os links e cliques que estavam na página de entrada agora estão dentro de me/who (cliquem no 'me' que vocês vão entender).

é isso, esse é o post de apresentação do lovo layout. espero que vocês gostem!

× quem, quando ugo pozo, 00:22
× focos de incêndio 5

× 26.11.02

quantas vezes? quantas vezes mais?

ah, desculpem-me, senhoras e senhores, mas já estou farto. não do lirismo comedido, rá, quem eu sou para estar farto disso, quando estou farto mesmo é do lirismo exacerbado. estou farto da minha intrínseca incapacidade de ser eu mesmo. farto da minha crônica inabilidade em escolher entre o certo e o errado. farto.

estou cheio. estou puto.

às vezes eu me perguntei se não estava atrás de um dominó para envolver e encobrir o nada transbordante que se apossara de mim. mas o engraçado é que eu nunca me respondi. preferi esperar para ter certeza do que especular a respeito do que poderia ser feito. é, esse sou eu, tipicamente eu: prefiro a segurança do abismo à incerteza da beirada. pulei, caí, caí, caí, caí e pronto, cá estou eu ao fundo.

de novo.

não se enganem achando que isso é de agora; eu não vou me enganar. sei que não é. há anos que eu sou isto, uma sucessão de máscaras sendo retiradas pouco a pouco. só que agora acabaram-se as máscaras; o que há por baixo de mim? olho no espelho e não vejo nada. não vejo luz nem criaturas bestiais. vejo a parede atrás de mim.

não, espere, minto; vejo criaturas sim, mas nenhuma que tenha algo a ver comigo. ouso dizer, talvez, que elas estejam ali em busca de mim. a procurar por algo, um fio de esperança de que haja alguém ali escondido, invisível, intangível, inaudível, mas ali, como que esperando o momento certo de aparecer e fazer a anunciação: cá estou, existo. rá, pobre dessas criaturas. não querem ver que toda anunciação é vã. se recusam a enxergar que não há o que ser enxergado.

agora, descoberta a existência de erros que levaram à minha própria inexistência, hesito sobre por onde seguir. mas é apenas uma questão de tempo até que eu escolha o pior caminho possível novamente. ou que, por mais que eu escolha o caminho certo, ele se torne errado e o outro torne-se certo. que faço eu? busco culpados, caço responsáveis, despejo a ira de minha vingança sobre uns que nada tiveram com isso, ou tento construir algo a partir do nada, multiplicando zero por um milhão? na dúvida, simples: faço nada. fico assim, só eu e eu mesmo, contemplando o vácuo de minha miséria.

mas, se for para caçar responsáveis, já achei o primeiro deles: eu mesmo. e sei muito bem qual foi meu pecado.

apostar na alegria.

× quem, quando ugo pozo, 01:40
× focos de incêndio 5

× 24.11.02

é isso aí pessoal. não comprem o novo cd do paralamas. baixem da internet. anticópia não! é hora de essas gravadoras abusadas sentirem no bolso o peso do desrespeito ao consumidor.

ah sim, tem também uma matéria interessante sobre isso no jornal do commercio.

× quem, quando ugo pozo, 08:01
× focos de incêndio nenhum